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A partir desta segunda-feira (23), a venda de medicamentos agonistas GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Saxenda, Mounjaro e similares, usados para emagrecimento, passa a ter um controle mais rigoroso no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que a venda desses medicamentos só poderá ser feita mediante apresentação e retenção da receita médica.
Embora esses remédios sejam classificados como tarja vermelha e já exigissem receita, era comum que as farmácias não a solicitassem. O uso abusivo e sem acompanhamento médico vinha crescendo, especialmente por pessoas que buscavam emagrecimento rápido, o que preocupou especialistas e autoridades sanitárias.
Entre os principais riscos do uso inadequado estão desnutrição grave, perda de massa muscular, queda de cabelo intensa, efeitos colaterais gastrointestinais e risco de pancreatite. Além disso, há relatos de usuários que desenvolveram comportamento compulsivo ou enfrentaram reganho de peso após a suspensão da medicação.
Outro problema foi a explosão de medicamentos falsificados e contrabandeados. Em 2025, já foram apreendidas centenas de canetas falsificadas em aeroportos do país.
A Anvisa reforçou que os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, mas, com estudos, passaram a ser indicados também para obesidade. Quando usados de forma correta e com acompanhamento médico, podem trazer benefícios importantes para a saúde metabólica.
A medida da Anvisa, que entra em vigor hoje, tem como objetivo proteger a população contra o uso indevido e garantir o acesso dos medicamentos para quem realmente precisa. A obesidade, lembram os especialistas, é uma doença crônica que deve ser tratada de forma responsável, priorizando hábitos saudáveis e acompanhamento profissional.
