
Mauro Cid e Braga Netto durante os interrogatórios no STF — Foto: Ton Molina/STF; Reprodução
Duas acareações devem colocar frente a frente, na próxima terça-feira (24), três réus e uma testemunha no processo que analisa a tentativa de golpe de Estado em 2022. Todas acontecerão na sede do Supremo Tribunal Federal (STF).
A primeira será entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general Braga Netto. Os dois são réus na ação que apura a participação do chamado "núcleo crucial" da organização criminosa voltada para a ruptura democrática. Cid tem um acordo de colaboração premiada fechado com a Polícia Federal.
A segunda será entre o ex-ministro Anderson Torres e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército. O primeiro faz parte do "núcleo crucial" apontado pela Procuradoria-Geral da República; o segundo é testemunha no processo.
Os procedimentos foram solicitados pelas defesas de Anderson Torres e de Braga Netto na fase de diligências adicionais, logo após o interrogatório dos réus, realizado entre os dias 9 e 10 de junho.
Ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, advogados de Torres afirmaram que a medida era necessária para esclarecer contradições em declarações apresentadas por Freire Gomes, testemunha no processo. Segundo eles, pontos apresentados pelo militar e pelo ex-ministro "divergem frontalmente em ponto nevrálgico" da ação.
