Caso Mônica Cristina: MP pede mudança de local do julgamento de feminicídio ocorrido em São José da Tapera
Rádio Sampaio com Assessoria
Publicado 13/06/2025
Mônica Cristina- Foto: Reprodução
O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) solicitou à Justiça que o julgamento de Leandro Pinheiro Barros, réu confesso pelo assassinato da esposa, Mônica Cristina Alves Barros, de 26 anos, crime ocorrido em junho de 2023, na cidade de São José da Tapera, seja transferido para outra comarca.
O chamado desaforamento foi solicitado pelo promotor de Justiça Fábio Nunes, após a conclusão da primeira fase do processo.
Segundo o MP, o pedido foi feito para garantir a imparcialidade dos jurados. A promotoria aponta que o caso teve grande repercussão em São José da Tapera e que o réu tem um extenso círculo de amizades na cidade. Também há suspeitas de que familiares dele estejam envolvidos em outros crimes, o que, segundo o promotor, pode comprometer a isenção do júri popular.
“O Ministério Público entendeu que, pela repercussão do caso, também pelo grande ciclo de amizades do réu na cidade, e havendo fundadas suspeitas de que os jurados não agiriam com imparcialidade, o julgamento deveria ocorrer em outra comarca”, destaca.
O crime
No dia do crime, Mônica Cristina e Leandro Pinheiro tinham ido a uma festa e ele, segundo vídeo gravado pela própria vítima poucas horas antes de morrer, viviam um relacionamento abusivo entre agressões físicas e psicológicas. Ela revelou que, no momento da gravação, onde é perceptível que caminhava assustada, em lugar escuro, tentava se esconder do criminoso. Afirmou que se fosse encontrada morta, o esposo seria o assassino.
Logo em seguida, a tragédia ocorreu e Mônica teve a vida ceifada na frente do Fórum de São José da Tapera. O criminoso empreendeu fuga, mas o Ministério Público de Alagoas, mesmo antes de ser executada a sua prisão, ofertou denúncia em seu desfavor por homicídio triplamente qualificado pedindo sua prisão preventiva.