Protestos em Los Angeles têm confrontos, fogo em carros e vários presos

Guarda Nacional e policias de Los Angeles na manifestação — Foto: AP Foto/Jae Hong

A manifestação ocorrida em Los Angeles, nos Estados Unidos, contra as políticas de imigração de Donald Trump seguiu para o terceiro dia neste domingo (8). O presidente do país enviou a Guarda Nacional para a cidade, decisão criticada pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom.

Após a chegada das forças, os protestos foram marcados por gás lacrimogênio, fogo em veículos e pessoas presas.

Durante os protestos, vias importantes foram bloqueadas e veículos incendiados. Para conter a multidão, as forças de segurança locais usaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e bombas de efeito moral.

Alguns policiais patrulhavam montados a cavalo, enquanto outros, equipados com armas de choque, se posicionavam atrás das tropas da Guarda Nacional. Os soldados foram destacados para proteger instalações federais, incluindo um centro de detenção onde imigrantes detidos recentemente foram levados.

Os confrontos marcaram o terceiro dia consecutivo de protestos contra a repressão à imigração promovida por Trump na região. A chegada de cerca de 300 soldados federais provocou reações de raiva e temor entre os moradores.

A presença da Guarda Nacional foi criticada pelo governador Gavin Newsom, que enviou uma carta a Trump pedindo a retirada dos militares. Segundo ele, a medida representa “uma grave violação da soberania estadual”.

“O que estamos vendo em Los Angeles é um caos provocado pela administração”, afirmou a prefeita Karen Bass, durante coletiva de imprensa. “Isso é sobre outra agenda, não tem a ver com segurança pública”, completou.

Trump, por sua vez, declarou que o envio da Guarda Nacional era necessário diante da incapacidade do governador Newsom e de outros líderes democratas de conter os protestos contra os agentes de imigração.

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