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Um momento de leveza e surpresa marcou uma audiência judicial presidida pelo juiz Kleiton Ferreira, durante a análise do pedido de um benefício social feito por uma senhora em situação de vulnerabilidade. O que era para ser uma sessão séria e protocolar acabou se transformando, por alguns instantes, em um episódio descontraído que arrancou risos de todos os presentes no plenário.
O motivo da quebra de formalidade foi a participação de uma das testemunhas: um senhor de aparência simples, fala mansa e olhar sincero. Convocado para relatar as condições de vida da requerente, ele respondeu a uma das perguntas com tamanha espontaneidade e humor involuntário que surpreendeu até mesmo o magistrado.
A reação do juiz Kleiton Ferreira foi imediata. Sem conseguir conter o riso, ele interrompeu a audiência por alguns minutos para recuperar o controle da sessão. O gesto foi acompanhado por sorrisos discretos — e outros nem tanto — entre advogados, servidores e demais participantes.
Apesar do tom inusitado do episódio, a seriedade do processo não foi comprometida. A resposta do idoso, ainda que bem-humorada, acabou contribuindo para ilustrar de forma clara e autêntica a realidade enfrentada pela mulher que buscava o benefício.
O momento reforçou, além da importância da sensibilidade no Judiciário, o valor das falas genuínas em processos que tratam da vida real de pessoas em situação de fragilidade. E provou que, mesmo no ambiente formal da Justiça, há espaço para humanidade — e um pouco de riso.
