
Foto: Thiago Sampaio / Agência Alagoas
O estado de Alagoas foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação pela primeira vez, nesta quinta-feira (29). A certificação abre caminho para novos mercados, gerando novas oportunidades, além de mais empregos e renda.
No encontro internacional, todo o Brasil recebeu o reconhecimento internacional de zona livre da febre aftosa sem vacinação, pondo um fim as barreiras e liberando a comercialização e o trânsito de animais de todos os estados brasileiros para todo o mundo.
A certificação pode ajudar na abertura de mercados internacionais para a carne alagoana, já que alguns países compram apenas de locais com este status, de acordo com associações do setor.
Além da possibilidade de ampliação do mercado internacional, o reconhecimento pode trazer redução de custos para o produtor rural e para os estados, aponta a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O pecuarista também pode ser melhor remunerado. Isso porque alguns dos possíveis novos mercados, como o Japão, pagam mais pelo produto.
A febre aftosa é uma doença de rápida disseminação. Quando um foco é registrado, o produtor precisa interditar a área e sacrificar todos os animais para evitar a propagação, assim como acontece com a gripe aviária em granjas.
De mesmo modo, a partir do momento em que é confirmado o registro de caso de febre aftosa, há restrições com relação à comercialização.
A última vez que o Brasil registro um foco da doença foi em 2006, nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul.
