
Foto: Gustavo Morais
A loja Caruaru Top 10, localizada na região central de Palmeira dos Índios, foi alvo de arrombamentos duas vezes em menos de quatro dias, acumulando prejuízos superiores a R$ 10 mil. Os crimes ocorreram na madrugada da última quinta-feira (22) e novamente na madrugada do domingo (25), causando indignação e medo entre os comerciantes da cidade.
Camila, gerente da loja, concedeu entrevista ao repórter Niraldo Correia, da Rádio Sampaio 94.5 FM, e relatou os transtornos enfrentados após os crimes. Segundo ela, no primeiro episódio, dois criminosos invadiram o estabelecimento, sendo que um foi preso, mas o outro conseguiu escapar. “A gente mudou a fechadura, reforçou a segurança, achando que seria suficiente. Mas na madrugada de domingo a loja foi arrombada de novo, e o estrago foi ainda maior”, contou.
Entre os produtos levados estão toalhas, fones de ouvido, lâmpadas solares, relógios, tapetes e outros itens. Os criminosos ainda cortaram os cabos do sistema de internet para tentar inutilizar as câmeras de segurança e utilizaram sacos da própria loja para transportar os objetos furtados.
Apesar das imagens de segurança e da prisão de um dos envolvidos, a sensação de impunidade persiste. “A polícia prende, mas logo a justiça solta. A cidade toda fica amedrontada. A polícia está enxugando gelo”, desabafou Camila. Segundo ela, há suspeitas de que o autor do segundo crime seja o mesmo que escapou da ação policial na quinta-feira.
Camila também fez um apelo à população para que não compre produtos de origem duvidosa e denuncie qualquer tentativa de venda dos itens furtados. “Quem compra produto roubado também está cometendo crime”, afirmou.
A onda de furtos tem preocupado comerciantes e moradores, que cobram das autoridades mais efetividade nas ações de segurança. “Hoje me levantei com medo de vir trabalhar. A cidade precisa voltar a ser tranquila como era antes. Do jeito que está, parece que Palmeira dos Índios virou uma cidade sem lei”, concluiu a gerente.
A Polícia já está com as imagens em mãos e um boletim de ocorrência foi registrado nas duas ocasiões. O caso segue sob investigação.
