Câmara de Vereadores cobra providências para evitar fechamento de maternidade em Arapiraca

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 14/05/2025

Reprodução

A Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Arapiraca, na noite da terça-feira (13), foi marcada por manifestações de preocupação em torno da possível desativação da Maternidade Mãe Rainha, do Hospital CHAMA. Em comunicado do Hospital, o fechamento está previsto para o dia 20 de agosto. O tema foi abordado pelos vereadores Léo Saturnino (presidente da Casa) e Vavazinho.

Léo Saturnino (MDB) falou da gravidade da situação. Segundo ele, o fechamento da maternidade representa uma ameaça direta à assistência materno-infantil na 2ª Macrorregião de Saúde de Alagoas, causando impacto para dezenas de municípios. O presidente da Câmara revelou ainda que a prefeitura de Arapiraca já realizou contato com o Hospital ÁGAPE, como alternativa emergencial para a continuidade do serviço de obstetrícia.

O vereador Vavazinho (PL) destacou que parturientes já estão sendo transferidas para o Hospital Santa Rita, em Palmeira dos Índios, a cerca de 40 km de distância. “Essa realidade é desumana. Estamos sobrecarregando hospitais e colocando em risco a vida de mães e recém-nascidos”, afirmou.

MPAL

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que o comunicado do fechamento da maternidade Mãe Rainha, mantida pelo Complexo Hospitalar Manoel André (Chama), está em análise pela entidade.

O promotor de justiça, Cláudio Teles, ele informou que as tratativas sobre o caso já estão em andamento e que já foi discutido em uma reunião recente entre a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca e a direção do Hospital acerca do assunto, já que o fechamento da unidade de saúde causaria um enorme impacto ao município de Arapiraca e à região como um todo.

Em breve, o MPAL deverá anunciar as medidas a serem adotadas sobre o caso, que também envolve a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), responsável pelos repasses financeiros.

De acordo com o que vem sendo informado, o motivo do possível fechamento seriam dificuldades financeiras para manter a maternidade, que segundo a direção da unidade hospitalar, "comprometeria a viabilidade dos demais serviços prestados pelo hospital”.

A maternidade Mãe Rainha chega a realizar mais de mil partos por trimestre e é considerada a maior do Agreste de Alagoas, informou a direção do hospital.

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