
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas| Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, na noite desta quarta-feira (30/4), que os ex-comandantes de Forças Armadas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, parlamentares e aliados sejam testemunhas do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado. Ao todo, 15 pessoas serão ouvidas pela Corte.
Os nomes foram sugeridos pela defesa de Bolsonaro ao STF. Moraes acatou todos os indicados pelos advogados. Algumas dessas testemunhas também haviam sido indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou por outros réus na mesma ação.
Com a instauração do procedimento, haverá a fase de produção de provas por parte da acusação e dos advogados de defesa. Nesse momento, serão coletadas materialidades, realizadas oitivas de testemunhas e analisados todos os documentos que possam reforçar ou enfraquecer a acusação.
Em 26 de março, Jair Bolsonaro e outros sete aliados viraram réus na Corte por tentativa de golpe. Por unanimidade, os ministros reconheceram que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) possui toda a materialidade necessária para a abertura da ação penal. Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas.
Bolsonaro é apontado na denúncia como o líder do chamado “núcleo crucial”. Segundo o órgão, o ex-chefe do Planalto tinha ciência e participação ativa em uma trama golpista para se manter no poder e impedir a posse do presidente Lula. Também é descrita uma trama para o assassinato contra autoridades e o apoio aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 como a última cartada do grupo criminoso.
