


“Até o momento, 40 pessoas perderam a vida devido aos ferimentos causados pela explosão”, afirmou à televisão Mohammad Ashouri, responsável pela província de Hormozgan (sul), onde fica o porto Shahid Rajai, perto da cidade costeira de Bandar Abbas.
De acordo com a mídia estatal, incêndios continuavam a ser combatidos neste domingo (27/4) em várias partes da área afetada, com helicópteros e bombeiros trabalhando para apagá-los.
Um porta-voz do ministério afirmou à televisão estatal que a área afetada pela explosão não tinha nenhuma carga militar.
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ordenou a abertura de uma investigação sobre a explosão. Mais cedo neste domingo, ele se dirigiu ao local para expressar sua “gratidão” aos socorristas, conforme mostram as imagens divulgadas pela televisão pública.
A agência norte-americana Associated Press, citando a empresa de segurança britânica Ambrey, informou que o porto havia recebido em março deste ano perclorato de sódio, usado para impulsionar mísseis balísticos, e que o manuseio inadequado desse produto poderia ter causado a explosão.
O Financial Times, jornal britânico, relatou em janeiro o envio de dois navios iranianos da China contendo material suficiente para impulsionar até 260 mísseis de médio alcance, para ajudar Teerã a reabastecer seus estoques após os ataques do Irã a Israel em 2024.
Nuvens de fumaça preta continuavam a subir sobre o local da explosão, enquanto o chão estava coberto por pedaços de metal torcido e outros destroços.
No início da tarde, o chefe da Cruz Vermelha iraniana informou à mídia estatal que o incêndio havia sido apagado em 90% e que as autoridades afirmaram que as atividades portuárias haviam sido retomadas nas áreas não afetadas de Shahid Rajaï.
Um porta-voz da organização iraniana de gestão de crises indicou que a explosão teria sido causada pelo armazenamento inadequado de produtos químicos em contêineres no porto de Shahid Rajaï.