
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A partir de maio, os brasileiros vão sentir no bolso um aumento na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25) o acionamento da bandeira tarifária amarela, o que representa um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
A medida marca o fim de um período de cinco meses sob a bandeira verde, em que não há cobrança adicional na fatura de energia. Entre dezembro de 2024 e abril de 2025, os níveis de chuva foram suficientes para manter os reservatórios das hidrelétricas em situação confortável, o que afastou a necessidade de tarifas extras durante esse intervalo.
Contudo, com o fim do período chuvoso e o início da estação seca, a Aneel identificou uma redução significativa nas chuvas e no volume de água armazenado nos principais reservatórios do país. Segundo o órgão regulador, as previsões climáticas para os próximos meses indicam precipitações abaixo da média, o que compromete a geração hidrelétrica — principal fonte de energia no Brasil.
Diante desse cenário, o país terá que recorrer a fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas. Para compensar esses custos adicionais, a bandeira amarela entra em vigor, sinalizando uma condição menos favorável para a produção de energia e refletindo diretamente no valor pago pelos consumidores.
O sistema de bandeiras tarifárias da Aneel é dividido em quatro níveis: verde, amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2. Cada uma delas indica o custo de produção de energia no país. Com a entrada da bandeira amarela, a recomendação é que os consumidores redobrem a atenção com o consumo de eletricidade e adotem medidas para evitar o desperdício.
