Prisão de João Neto: o que se sabe e o que falta saber sobre caso do advogado que agrediu mulher em Alagoas

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 17/04/2025

João Neto é advogado criminalista e ex-PM — Foto: Redes sociais

O advogado criminalista e influenciador digital João Francisco de Assis Neto, de 47 anos, foi preso em flagrante na última segunda-feira (14), em Maceió, após agredir sua namorada de 25 anos. Conhecido nas redes sociais por suas análises jurídicas e declarações polêmicas, João Neto teve a prisão convertida em preventiva no dia seguinte. Ele deverá responder por violência doméstica e lesão corporal.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima sofreu um corte no queixo e precisou de atendimento médico. Moradores acionaram a polícia, que encontrou o advogado pilotando uma moto sem placa e na contramão. Em depoimento, a jovem afirmou que já havia sido agredida em outras ocasiões, relatando episódios de enforcamento, chutes e empurrões.

A defesa de João Neto alega que não houve agressão e sustenta que imagens internas do apartamento comprovariam apenas um empurrão. Dois vídeos vieram a público: o primeiro mostra a vítima ensanguentada no corredor do prédio, desabando no chão enquanto o advogado tenta estancar o ferimento. O segundo, divulgado pela defesa, mostra João tentando tirar a mulher do apartamento, empurrando-a ao ponto de lançá-la ao chão. Um funcionário passa pela cena, mas não intervém.

Outro ponto de destaque no caso são as declarações polêmicas feitas por João Neto antes da prisão. Em entrevistas e publicações, ele afirmou que um homem teria o direito de agredir uma mulher caso fosse provocado fisicamente, citando interpretações religiosas e alegando que não tem a capacidade de perdoar como Jesus Cristo.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que abriu um processo disciplinar contra João Neto, em sigilo, e repudiou publicamente qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres.

Imagens das câmeras internas do apartamento, que podem esclarecer a dinâmica completa do ocorrido, ainda não foram totalmente divulgadas. Também não está claro se os funcionários que limparam o sangue da vítima após a agressão tentaram obstruir a cena do crime. O caso segue sob investigação.

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