
Bolsonaro foi ao STF para acompanhar julgamento da Primeira Turma sobre denúncia de tentativa de golpe | Reprodução/YouTube
O julgamento que começou nesta terça-feira (25) no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a denúncia contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado, deve ter sua análise concluída na quarta-feira (26).
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu ir ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o julgamento - que pode torná-lo réu por envolvimento em uma trama de golpe de Estado. Bolsonaro fez o sinal da cruz na abertura da sessão. Advogados de defesa dos sete aliados e do ex-presidente atuam na apresentação dos seus argumentos diante da Primeira Turma.
O advogado Juca de Oliveira, que representa o general Walter Braga Netto, vice na chapa de Bolsonaro, disse que não há provas para levar seu cliente a julgamento.
O advogado Demóstenes Torres, do almirante Almir Garnier, defendeu que o julgamento seja feito pelos 11 ministros, não apenas 5. “Ele não estava na reunião dia 7. Estava em outra cidade, dando a palestra. A Polícia Federal mentiu. O que há em relação são inverdades que não demandam prova. Essas contradições estão dentro da denúncia”, disse.
Um dos advogados de Jair Bolsonaro (PL), Celso Vilardi, afirmou nesta terça-feira (25) ser impossível que o seu representado tenha planejado um golpe de Estado contra o governo legitimamente eleito, já que o governo em vigência durante a suposta trama golpista era justamente o do ex-presidente. "Não existia violência nem grave ameaça", diz advogado de Bolsonaro
Segundo Vilardi, Bolsonaro é o presidente da República mais investigado na história. Ele elencou a lista de inquéritos da Polícia Federal (PF) em que o ex-presidente é alvo, como os casos da falsificação do comprovante vacinal e o das joias sauditas.
O advogado Matheus Mayer Milanez, defensor do general Augusto Heleno, disse nesta terça-feira (25) não haver provas contra o seu cliente e que o Ministério Público estaria sob um "terraplanismo argumentativo".
Milanez diz que nenhum dos ouvidos pela Polícia Federal (PF) colocou Heleno como operador da trama golpista. Nenhuma interceptação, nenhuma mensagem ou depoimento colocariam o general no plano de golpe, segundo o seu advogado.
Enquanto as defesas de militares como os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira se apegam à delação de Mauro Cid para tentar livrar seus clientes, o advogado de Braga Netto descredibiliza o acordo com o tenente-coronel.
A defesa do tenente-coronel Mauro Cid falou menos do que os 15 minutos, e destacou a “grandeza de Cid como delator”. O advogado Cezar Bitencourt disse que seu cliente "serviu à Justiça".
