
Estátua em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (Valter Campanato/Agência Brasil)
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados, marcado para a próxima terça-feira (25), exigirá reforço na segurança na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
De acordo com o STF, a segurança foi planejada com base em análise de risco e no cenário atual e contará com apoio da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e outros órgãos parceiros.
Entre as medidas preventivas adotadas estão maior controle de acesso, monitoramento do ambiente, policiamento reforçado e equipes para emergências.
Não foi informado se haverá interdição em algum trecho da Esplanada dos Ministérios, que dá acesso ao STF.
O reforço ocorre principalmente depois que o Supremo registou ataques contra ministros, como ameaças, xingamentos e hostilização.
Bolsonaro e outras 33 pessoas foram denunciadas em fevereiro pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após as eleições de 2022, que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Será analisada a denúncia contra o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; o ex-ministro da Casa Civil e ex-candidato à vice-presidente general Walter Braga Netto; o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) Alexandre Ramagem; o ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ajudante de ordens Mauro César Cid.
