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O Brasil registrou 761 mortes por covid-19 entre janeiro e 1º de março de 2025, segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela plataforma SP Covid Info Tracker. A média diária de óbitos foi de 13, enquanto a semanal chegou a 89. O número representa uma redução de 57% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 1.789 mortes — cerca de 30 por dia e 209 por semana.
O Estado de São Paulo seguiu uma tendência semelhante, registrando 262 mortes até 1º de março, uma queda de 43% em comparação às 460 mortes do mesmo período de 2024. No entanto, ao analisar as últimas nove semanas epidemiológicas de 2024 e as nove primeiras de 2025, houve um aumento de 21% nas mortes no Brasil, com um crescimento de 58% em São Paulo.
Desde o início da pandemia, em 2020, até 1º de março de 2025, o Brasil já contabilizou 715.295 mortes por covid-19. Wallace Casaca, coordenador da plataforma SP Covid Info Tracker, alertou que a doença ainda é perigosa e os números seguem altos, prevendo um aumento nos casos. O consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Renato Grinbaum, destacou o maior risco enfrentado por grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas.
A vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção, segundo especialistas. No entanto, o Brasil ainda aplica vacinas contra a variante Ômicron XBB.1.5, desenvolvidas no final de 2023 e já consideradas defasadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, em abril de 2024, a atualização das vacinas para a variante JN.1, considerada a mais prevalente atualmente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seguiu essa recomendação em setembro e liberou, em novembro, o uso de vacinas adaptadas a essa nova cepa, produzidas pelas fabricantes Pfizer e Moderna.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, aguarda a autorização da Anvisa para a aquisição de quase 60 milhões de doses da formulação mais recente. Enquanto isso, os postos de saúde seguem aplicando vacinas voltadas para uma variante já menos predominante.