Trabalhadores são resgatados em condição semelhante à de escravos no interior da Bahia

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 24/02/2025

Trabalhadores viviam em condições precárias na zona rural de Serrinha — Foto: Divulgação/MPT-BA

Três trabalhadores rurais foram resgatados durante uma operação realizada em Serrinha, a cerca de 60 km de Feira de Santana. Segundo o Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA), eles foram encontrados em situação degradante, que se assemelha a de pessoas escravizadas. Eles tiveram as identidades preservadas.

O empregador, identificado como Geraldo de Aragão Bulcão, 98 anos, tinha procedimento agendado na Gerência Regional do Trabalho de Feira de Santana nesta segunda-feira (24), mas não compareceu, nem mandou representantes.

A operação contou com a participação de auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), uma defensora da Defensoria Pública da União (DPU), inspetores da Polícia Rodoviária Federal, além de procuradora e servidores do MPT.

Condições

De acordo com o MPT, nenhum deles tinha contrato de trabalho registrado. Eles recebiam entre R$ 300 e R$ 500 por semana, cumpriam as tarefas de domingo a domingo, "em jornadas que iam do amanhecer ao pôr do sol sem direito a descanso semanal". O vaqueiro que trabalhava na fazenda desde janeiro de 2020 contou que só teve um dia de folga durante todo esse período, assim como os dois recém-contratados, que atuavam com aplicação de veneno nas pastagens e serviços gerais.

Durante uma semana, os agentes públicos percorreram diversos locais entre os municípios de Irecê e Serrinha para apurar denúncias de trabalho escravo. O único caso em que foi constatado esse tipo de situação foi na fazenda Morrinhos, dedicada à criação de animais, como porcos, bois, ovelhas, galinhas e avestruzes.

Conforme o MPT, apesar de dispor de boa estrutura e um plantel numeroso, a propriedade não garantia condições dignas de trabalho e alojamento para os empregados.  No momento da chegada das equipes, dois trabalhadores aplicavam agrotóxicos sem qualquer proteção, enquanto o outro cuidava dos animais. O trio vivia em acomodações "extremamente precárias, sem sanitário e sem água tratada". Além disso, o órgão detalhou que a cozinha funcionava em uma baia ao lado do chiqueiro de porcos, com forte mau cheiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Contato

Rua José e Maria Passos, nº 25
Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
SETOR FINANCEIRO: (82) 3421-2289 / 99636-5351
(Flávia Angélica)
COMERCIAL: 
(82) 99344-9999
(Dalmo Gonzaga)
O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Segurança e privacidade
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram
Share via
Copy link
Powered by Social Snap