
Henrique Vieira (PSOL-RJ), Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pontes (PL-SP), Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES) — Foto: Mário Agra/Agência Câmara, Luis Macedo/Câmara dos Deputados, Waldemir Barreto/Agência Senado, Pedro França e Waldemir Barreto/Agência Senado
Favoritos, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Mota (Republicanos-PB) se encaminham para comandar o Senado e a Câmara, respectivamente, com o apoio de governistas e bolsonaristas - na eleição marcada para sábado (1º de fevereiro).
Há, porém, outros nomes na disputa. Na Câmara, Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) se opõem ao acordo que furou até mesmo a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
Já no Senado, o astronauta Marcos Pontes (PL-SP) se lançou à revelia do próprio partido liderado por Jair Bolsonaro. Também estão na disputa os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES).
Na Câmara, em 2005, um "azarão" foi eleito presidente da Câmara, Severino Cavalcante (PP-PE), que pertencia ao baixo clero, como são chamados os parlamentares sem peso político. Uma repetição do fenômeno é algo considerado impensável hoje, dada a correlação de forças em ambas as Casas.
No Senado, a candidatura de Marcos Pontes ocorre à revelia de Bolsonaro, que chegou a se referir ao correligionário como “traidor” por não apoiar Alcolumbre - e lembrou que o apoiou para chegar ao Congresso. Pontes diz não temer punições ou represálias do partido.
"Fui eleito senador para representar e defender os interesses do povo brasileiro. O Congresso escolherá seu rumo entre a continuidade da estagnação, simbolizada pelo senador Davi Alcolumbre, ou a mudança que representa minha candidatura e meu compromisso com o futuro. Confio na integridade e no compromisso de pelo menos 36 senadores que se posicionaram a favor da bandeira: Sim pela abertura dos pedidos de impeachment —afirma, referindo-se ao afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo Girão diz que é candidato por acreditar que o Senado pode impedir que o STF avance sobre as prerrogativas dos outros Poderes. "Mesmo sendo oposição ao governo Lula, eu não sou oposição ao Brasil. Minhas prioridades são a retomada da independência e separação entre os Poderes. Temos um STF ativista que tem invadido as prerrogativas do Congresso. Só o Senado pode barrar esses abusos. Eu vou colocar em pauta análises de pedidos de impeachments de ministros, até por uma questão pedagógica. Também defendo a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. São pessoas que não tiveram direito à livre defesa. Além disso, defendo o enxugamento das contas do Senado, com menos mordomias a parlamentares e verbas".
Marcos do Val também diz que terá no enfrentamento ao STF sua principal plataforma. "Todos sabem da perseguição que venho enfrentando há dois anos, sendo o único senador que tem enfrentado o STF de frente e sozinho".
