
Foto: ASCOM/UFAL
Após reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira (30), o colegiado do curso de Relações Públicas da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) anunciou a suspensão temporária das atividades presenciais. De acordo com o colegiado, a suspensão das aulas e do funcionamento do curso é devido à falta de segurança no Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Arte (ICHCA), onde acontecem as atividades.
De acordo com os relatos, servidores técnicos e até membros da diretoria têm sofrido ameaças e intimidações. As ameaças estariam sendo feitas feitas por traficantes da região, gerando problemas de segurança e medo nos trabalhadores da instituição.
Sobre a decisão de paralisar as atividades presenciais, o colegiado explicou que ela foi tomada após acontecimentos recentes. O colegiado também está solicitando uma reunião com o Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF) e Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) para discutir soluções imediatas de segurança na universidade.
A instituição irá se pronunciar sobre a situação na próxima terça-feira (4), após a reunião do Conselho Superior Universitário.
SSP emite nota
Secretaria do Estado de Segurança Pública (SSP-AL) divulgou nota sobre o fato.
A pasta de Segurança estadual informou que o policiamento ostensivo no entorno da Ufal é realizado pelo 12º Batalhão de Polícia Militar e destacou que a atuação dentro da universidade é de competência da Polícia Federal.
Leia a nota da SSP/AL na íntegra
"A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) informa que o policiamento ostensivo no entorno do Campus Maceió da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) é realizado diariamente pelo 12º Batalhão de Polícia Militar. No entanto, reforça que a atuação dentro das dependências da universidade é de competência da Polícia Federal, uma vez que se trata de uma área federal.
A SSP-AL reafirma seu compromisso com a segurança da população alagoana e com a integração das forças policiais, visando à redução contínua dos índices de violência no estado."
