


Israel atrasou em algumas horas a libertação dos 110 presos palestinos nesta quinta-feira (30), como contrapartida à soltura de oito reféns pelo Grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. A libertação dos palestinos começou no início da tarde desta quinta, horas após suspensão "até nova ordem" pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O premiê ficou incomodado com as condições pelas quais dois dos reféns israelenses foram soltos pelo Hamas, em meio a uma multidão e confusão, e teria vetado a libertação até "que a saída segura dos reféns israelenses seja garantida", segundo agências de notícias.
Netanyahu criticou as condições da libertação dos israelenses Arbel Yehud e Gadi Mozes em Khan Younis, no sul de Gaza. O premiê repudiou a multidão e a confusão durante o processo, que chamou de "inaceitável", e exigiu melhores condições de soltura para os próximos reféns.
"Vejo com extrema gravidade as cenas chocantes durante a libertação de nossos reféns. Isso é mais uma prova da crueldade inconcebível da organização terrorista Hamas. Exijo que os mediadores garantam que cenas tão horríveis não se repitam e assegurem a segurança de nossos reféns. Quem ousar prejudicar nossos reféns pagará o preço", afirmou Netanyahu.
O impasse foi resolvido após o Hamas ter solicitado intervenção dos mediadores do cessar-fogo —EUA, Catar e Egito—, disse um oficial do grupo à Reuters.
Ônibus transportando prisioneiros os palestinos libertados por Israel chegaram a Ramallah, na Cisjordânia ocupada, no início da tarde desta quinta, segundo a Reuters. A Associated Press também informou que uma fila de ônibus brancos transportando prisioneiros deixou a Prisão de Ofer, instalação administrada por Israel no território.