


França e Alemanha, duas grandes potências europeias, sofrem com crise econômica e de governabilidade. Na França, o presidente Emmanuel Macron foi à TV na quinta-feira (5) certificar os cidadãos que vai continuar no cargo até o fim do mandato, apesar do voto de desconfiança que o parlamento impôs a Michel Barnier, nomeado primeiro-ministro há apenas três meses. Até aqui, o governo francês não conseguiu sequer aprovar o orçamento público para o próximo ano.
“O mandato que vocês me confiaram democraticamente é um mandato de cinco anos. E eu vou exercer ele plenamente até o fim”, disse o líder francês. A decisão do legislativo obriga Macron a anunciar um novo chefe de governo. Para garantir a estabilidade do futuro premiê, o presidente vai precisar costurar uma nova coalizão no parlamento.
Durante o governo de Macron, a dívida pública da França avançou e já está em patamar superior a 110% do PIB.
Na Alemanha, o país mais rico do continente europeu, a situação é parecida. A crise política mina a capacidade de resposta do governo à estagnação econômica. Em novembro, a coalizão de três partidos que sustentava o chanceler alemão, Olaf Scholz, ruiu.
O que levou à convocação de eleições antecipadas num cenário de fragmentação partidária. E a extrema direita agora surge como uma das favoritas a assumir o país.
Enquanto isso, o PIB alemão chega ao terceiro ano seguido praticamente sem crescimento real. E a produção industrial — o principal trunfo da economia alemã — caiu 12% em seis anos.