Duas em cada 10 mulheres já foram ameaçadas de morte pelo parceiro, namorado ou ex no Brasil, diz pesquisa

Por: Rádio Sampaio com CNN
 / Publicado em 25/11/2024

Foto: ilustração

Duas em cada dez mulheres já foram ameaçadas de morte pelo parceiro, namorado ou no Brasil, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (25), pelo Instituto Patrícia Galvão.

Os dados estimam que, aproximadamente, 17 milhões de brasileiras já viveram ou vivem em situação de risco de feminicídio.

O estudo “Medo, ameaça e risco: percepções e vivências das mulheres sobre violência doméstica e feminicídio”, foi realizado em conjunto com a Consulting do Brasil e teve apoio do Ministério das Mulheres, do Governo Federal.

No total, foram entrevistadas 1.353 mulheres acima de 18 anos, por meio de um questionário online, entre 23 e 30 de outubro deste ano. Entre as vítimas de ameaça, o levantamento mostrou que 16% eram brancas e 26% eram negras.

A pesquisa também registrou que 6 em cada 10 entrevistadas conhecem ao menos uma mulher que já foi ameaçada de morte pelo atual ou ex-parceiro.

Sensação de impunidade

De acordo com os dados, apenas 20% das entrevistadas acreditam que homens que cometem violência são presos. Segundo 95% das mulheres que participaram, embora saibam que violência doméstica é crime, os homens têm a convicção de que não serão punidos.

O estudo mostrou que 8 em cada 10 mulheres acreditam que aumentar a pena para o crime de violência doméstica contra a mulher contribui para evitar mais casos de feminicídio.

Por que as mulheres permanecem em relações violentas?

A dependência econômica do agressor foi apontada como o principal motivo para as mulheres que sofrem constantes agressões do parceiro não conseguirem sair da situação de violência.

Conscientização

O Instituto Patrícia Galvão afirma que as redes sociais têm papel fundamental para conscientizar e mobilizar a sociedade contra o feminicídio. Entre as estratégias destacadas estão:

• Criar campanhas de conscientização e educação sobre violência contra as mulheres;
• Monitorar e denunciar conteúdos que promovam a violência contra as mulheres;
• Estabelecer grupos de apoio online onde as vítimas possam compartilhar experiências e obter ajuda e utilizar influenciadores digitais para promover mensagens de igualdade de gênero e respeito entre mulheres e homens.

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