
Foto: Eduardo Carmim
A Arena MRV, estádio do Atlético-MG, foi interditada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A decisão foi tomada nesta terça-feira (12), dois dias depois da série de confusões no jogo de volta da final da Copa do Brasil, em que o Galo foi derrotado por 1 a 0 pelo Flamengo.
O pedido de interdição do estádio foi feito pela procuradoria do STJD nesta última segunda (11). O presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo, deferiu o pedido e determinou que o Galo mande seus jogos em outro estádio, com os portões fechados.
De acordo com o despacho, “a medida estará em vigor até que o clube comprove a adoção de medidas necessárias e suficientes para garantir a segurança na Arena MRV”. O estádio ficará interditado, portanto, por tempo indeterminado.
Até o fim da temporada, o Atlético ainda tem três jogos como mandante. São eles os duelos contra Botafogo (34ª rodada, em 20 de novembro), Juventude (36ª rodada, em 26 de novembro) e Athletico-PR (38ª rodada, 8 de dezembro).
Entre os incidentes registrados no estádio do Atlético durante o jogo decisivo contra o Flamengo estão o arremesso de bombas e objetos no gramado e a tentativa de invasão de vários torcedores.
Em sua decisão, Veríssimo cita ainda o episódio envolvendo o fotógrafo Nuremberg José Maria, atingido no pé por uma bomba enquanto trabalhava na partida.
“A experiência demonstra que a continuidade dos jogos na Arena MRV, sem qualquer intervenção imediata, pode acarretar em novos episódios de violência e ameaça a integridade física dos presentes", escreveu o presidente do STJD.
O CEO do Atlético, Bruno Muzzi, prometeu “medidas severas” contra vândalos que promoveram as confusões no último domingo. O dirigente afirmou que o clube se sente “envergonhado” pelos episódios.
O dirigente do Atlético afirmou que o clube já identificou infratores. No dia da partida, 16 torcedores foram conduzidos pela Polícia Militar. Desses, 12 foram detidos por incitação de tumulto, ameaça e caso de injúria racial.
