
Botijões recolhidos- Foto: Reprodução
O Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, em Maceió, liberou, no final da tarde da quinta-feira (7), os corpos das três vítimas da explosão ocorrida no conjunto residencial Maceió 1, no bairro Cidade Universitária. As vítimas são Gilvan da Silva, 57, seu neto Tharlysson Felipe da Silva Ferreira, 10, e Wesley Lopes da Silva, 36.
Houve também vítimas feridas, sendo três em estado grave, que foram socorridas ao Hospital Geral do Estado (HGE).
Botijões recolhidos
Nos escombros do prédio que desabou após a explosão, a perícia recolheu pelo menos 11 botijões de gás. Populares da região chegaram relatar que Gilvan da Silva revendia o gás de forma clandestina. Os peritos também trabalham com a possibilidade da troca de um botijão comum de GLP, de 13 kg, para um menor, que, segundo a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Viviane Suzuki, não possui válvula de alívio.
“Então, qualquer pressão maior nesse botijão tende a rasgar as paredes e gerar uma explosão, juntamente com a questão do acúmulo de gás no cômodo. Essa explosão pode ter sido gerada pelo acúmulo de gás”, disse ela.
Perícia nesta sexta-feira (8)
O Instituto de Criminalística (IC) confirmou que precisará retornar ao local da explosão no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió, para concluir a perícia. O exame pericial, que acontecerá nesta sexta-feira (8), buscará o local do epicentro e traçará a dinâmica de como aconteceu a explosão.
O perito criminal Gerard Deokaran, especialista em explosivos, explicou que, durante a primeira parte da perícia, foram encontrados diversos vestígios. A equipe coletou amostras de gás na região do epicentro e em botijões encontrados na cena, que serão enviadas ao Laboratório de Química Forense.
Com a conclusão dos exames nesta sexta-feira, a equipe terá 10 dias para entregar o laudo final”, explicou Charles Mariano, chefe do Instituto de Criminalística de Maceió.

Vítimas mortas após explosão de apartamento em Maceió. Divulgação
