
Afundamento do solo obrigou moradores a deixarem suas casas — Foto: Jonathan Lins/G1
Dos 14.549 mil imóveis em Maceió que foram condenados devido ao afundamento do solo causado pela mineração da Braskem, 8.842 (60,58%) foram demolidos, segundo balanço da Defesa Civil Municipal.
Nessa terça-feira (5), a Defesa Civil demoliu um edifício na Rua Estatístico Teixeira de Freitas, no Pinheiro, um dos cinco bairros afetados por décadas de extração de sal-gema.
"Esse era o último edifício que apresentava determinadas patologias que foram identificadas pelos nossos técnicos, e que apresentava necessidade de ter uma demolição preventiva. Então toda a área foi isolada para fazer a devida demolição de forma bastante segura", disse o coordenador-geral da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre.
Segundo balanço da Braskem, o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) chegou ao fim de setembro com 19.167 propostas apresentadas aos moradores das áreas de desocupação e monitoramento. O número equivale a 99,9% de todas as propostas previstas.
Ainda segundo a Braskem, do total de propostas apresentadas, 18.944 já foram aceitas. A diferença entre o número de propostas apresentadas e aceitas se deve ao tempo que as famílias têm para avaliar ou pedir reanálise dos valores.
Também até setembro, 18.756 indenizações foram pagas, ou 97,8% do total esperado. Somadas aos auxílios financeiros, o valor passa de R$ 4,1 bilhões.
A extração de sal-gema durante décadas causou o afundamento do solo em cinco bairro de Maceió, obrigando mais de 60 mil pessoas a deixarem suas casas. No dia 10 de dezembro de 2023, uma das 35 minas da Braskem ruiu sob a lagoa Mundaú, no Mutange.
A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades da Braskem e do poder público no crime ambiental. A investigação foi concluída e 20 pessoas foram indiciadas.
