


Investigado por suspeita de participar de um esquema de sorteios online para lavagem de dinheiro, junto com a mulher Vivi Noronha, MC Poze foi absolvido recentemente após ser acusado pelos crimes de tráfico de drogas, apologia ao crime e corrupção de menores. O processo, que começou em 2020, está em fase de arquivamento.
A ação foi proposta pelo Ministério Púbico e a prisão preventiva de Poze, cujo nome verdadeiro é Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, chegou a ser pedida pela 35ª vara criminal do Rio. Na época, o funkeiro foi considerado foragido, mas a Justiça acatou o Habeas Corpus pedido por seus advogados.
Entre as acusações feitas pelo MP, Poze faria parte da maior facção criminosa da cidade, promovendo o grupo e incitando a violência em seus shows, que segundo a polícia eram pagos pelos traficantes, como os da Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, em que ele fez uma apresentação e culminou na investigação.
Poze teria sido "convocado" para cantar na festa de aniversário do traficante Felipe Ferreira Manoel, o Fred, em março de 2020. Pelo show, Poze recebeu R$ 20 mil, que de acordo com o inquérito foram bancados pelo tráfico local. A acusação também conseguiu vídeos em que o cantor aparecia segurando um fuzil, ao lado de um outro traficante apontado pela polícia com o nome de Neymar, morto num tiroteio dois meses depois.
Em seu depoimento aos policiais, Poze admitiu que fez parte do tráfico entre 2015 e 2016 e que trabalhava como "vapor", no linguajar da criminalidade, alguém que vende drogas como numa feira livre, na Favela do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Ao ser tomada, segundo o funkeiro, pela milícia, ele deixou a comunidade.
No depoimento, MC Poze afirmou ter recebido os R$ 20 mil para fazer o show no Jacarezinho no dia 6 de março de 2020, mas garantiu que não sabia se tratar de uma festa dos traficantes. E que as fotos anexadas ao inquérito, nas quais segura um fuzil e noutra uma granada, eram do tempo em que trabalhou no movimento.
