
Marielle Franco- Foto: Reprodução
Nesta quinta-feira (31), o promotor Eduardo Martins questionou o arrependimento declarado pelos ex-PMs Ronnie Lessa e Élcio Queiroz por terem participado do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes.
A fala foi feita para convencer os jurados a condenar os réus por todos os crimes descritos na denúncia, bem como as agravantes. O Ministério Público calcula a pena máxima em 84 anos.
“Que arrependimento é esse com algo em troca? Eles pediram algo em troca para falar o que falaram. Até outro dia eles estavam negando todas as imputações”, disse Martins.
Ele também ressaltou o fato de os dois só terem firmado a colaboração premiada após tomarem conhecimento de que novas provas estavam em poder da Promotoria. Queiroz aceitou colaborar no primeiro semestre de 2023 após saber que foram encontradas pesquisas específicas sobre Marielle feitas por Lessa. O atirador, por sua vez, só delatou após saber dos depoimentos do comparsa.
“Quando eles fizeram a colaboração, eles estavam encurralados. Já sabiam que a condenação era certa. Para esse julgamento, nós não precisávamos dele. Ele esclareceu para outros réus”, afirmou ele, em referência aos supostos mandantes a serem julgados no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu interrogatório na quarta-feira (30), Lessa pediu perdão e se disse arrependido pelo crime que cometem. Afirmou também que a delação ajudava a tirar um “peso das costas”. Élcio também declarou remorso e disse que não sabia que participaria de um homicídio ao entrar no carro com o comparsa.
