


O governo brasileiro monitora a possibilidade de a Venezuela expulsar o embaixador venezuelano no Brasil, Manuel Vadell, depois de o representante do país vizinho ser chamado para consultas por Nicolás Maduro.
Em texto divulgado na quarta-feira (31), a Venezuela manifestou seu descontentamento com o que chamou de “grosserias” do governo brasileiro, mencionando o assessor especial para assuntos internacionais de Lula, Celso Amorim.
O que aconteceu
O governo da Venezuela decidiu chamar o seu embaixador em Brasília, Manuel Vadell, para "consultas". O motivo para a repreenda, alegado pelo governo de Nicolás Maduro, foi o comportamento e falas recentes do assessor da Presidência Celso Amorim sobre a relação entre Brasil e Venezuela. As nações vivem uma crise desde que o Brasil vetou a entrada da Venezuela nos Brics - Bloco econômico composto por Brasil, China, Rússia e outros países.
O governo venezuelano considerou as declarações de Amorim como "intervencionistas e grosseiras". Em comunicado, o país vizinho afirmou ainda que as falas do assessor especial de Lula "constituem uma agressão constante que mina as relações políticas e diplomáticas entre os Estados, ameaçando os laços que unem os dois países".
O que disse Amorim
Na terça-feira (29), durante uma sessão na Câmara, Amorim disse que a resposta de Maduro ao veto brasileiro nos Brics havia sido desproporcional e cheia de ofensas ao presidente Lula.
"Amorim tem se comportado mais como um mensageiro do imperialismo norte-americano e se dedicado, de maneira impertinente, a emitir juízos de valor sobre processos que são responsabilidade exclusiva dos venezuelanos e de suas instituições democráticas", critica o comunicado do governo venezuelano.