


O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, afirmou, na noite de quarta-feira (30), que o país está próximo de chegar a um acordo de cessar-fogo com Israel. O político vem ajudando a mediar as negociações, já que, apesar de não estar em guerra, o confronto entre Israel e o grupo extremista Hezbollah acontece em várias áreas do território libanês.
“As coisas hoje estão melhores do que ontem. Temos um otimismo cauteloso e os meus contatos internacionais visam apoiar o cessar-fogo e confirmar a disponibilidade do Líbano para implementar a Resolução 1701 para estabelecer a estabilidade”, disse Mikati.
Ao falar da Resolução 1701, o premiê referiu-se ao despacho da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento, aprovado em 2006, tem como objetivo pôr fim às hostilidades entre Israel e Hezbollah e estabelecer um cessar-fogo permanente e a criação de uma “zona tampão” no Líbano – sede do grupo extremista.
Apesar de ter sido implementado há quase duas décadas, o governo libanês afirma que Israel já violou a resolução mais de 7 mil vezes. O mesmo é dito pela ONU, que conta com mais de 10 mil soldados de paz ao longo da fronteira sul do Líbano e fronteira norte de Israel, a chamada “Linha Azul”, para monitorar o cumprimento da resolução.
Na proposta de cessar-fogo, os países determinaram que o exército libanês e os soldados de paz da ONU serão as únicas forças armadas na Linha Azul. Também foi estipulado que o Líbano desarme, em até 60 dias, qualquer grupo militar não oficial no sul do país, como o Hezbollah, e que, em caso de ameaça, Israel terá o direito de responder.
Caso seja aceito, a implementação do acordo será supervisionada pelos Estados Unidos, que está auxiliando na mediação, e outros países ainda a serem definidos. Caso Israel ou o Líbano não cumpram as determinações, ambos estarão sujeitos a sanções econômicas.