Governo espanhol entra em investigação sobre insultos racistas no futebol

Lamine Yamal, do Barcelona, em disputa com Ferland Mendy, do Real Madrid, durante partida entre as duas equipes pelo Campeonato Espanhol. — Foto: Reuters/Susana Vera

O governo espanhol, a LaLiga e o Real Madrid reagiram fortemente neste domingo depois que insultos racistas foram supostamente dirigidos aos jogadores do Barcelona durante partida de sábado entre as duas equipes no Santiago Bernabeu.

A mídia espanhola informou que o atacante do Barcelona Lamine Yamal, de 17 anos, e cujos pais são de Guiné Equatorial e de Marrocos, foi alvo de insultos xenófobos e racistas. O Barcelona venceu o arquirrival Real Madrid por 4 x 0, com Yamal marcando um dos gols.

O Conselho Superior de Esportes da Espanha (CSD) divulgou uma declaração condenando os incidentes racistas durante "El Clasico" (o clássico, ou seja, o confronto entre os rivais Barcelona e Real Madrid) e se reunirá na segunda-feira para discutir o caso.

Comissão Estatal contra a Violência, Racismo, Xenofobia e Intolerância no Esporte, que está encarregada de estudar o caso, inclui o CSD, a polícia espanhola, a Guarda Civil, a Federação Espanhola de Futebol (RFEF), a LaLiga e a Procuradoria Geral do Estado.

"A LaLiga denunciará imediatamente os insultos e gestos racistas recebidos pelos jogadores do Barcelona à Seção de Crimes de Ódio da Brigada de Informações da Polícia Nacional, além de informar o Promotor Coordenador da Unidade de Crimes de Ódio e Discriminação da Procuradoria-Geral do Estado”, acrescentou a LaLiga em um comunicado.

"A LaLiga condena veementemente os incidentes no Santiago Bernabeu e permanece firme em seu compromisso de erradicar qualquer tipo de comportamento racista e de ódio dentro e fora dos estádios", informou o comunicado.

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