Putin defende Brics com Venezuela e cita divergência do Brasil
O presidente russo, Vladimir Putin, conversa com jornalistas durante a reunião de cúpula dos Brics em Kazan, na Rússia — Foto: Alexandr Kryazhev/BRICS-RUSSIA2024/Reuters
Ao ser questionado sobre a entrada da Venezuela nos Brics, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deixou claro ser a favor da entrada do país no bloco e disse que as posições de Moscou "não coincidem com as do Brasil" em relação ao tema — o Brasil não quer a entrada do país vizinho no grupo.
País aspirante a integrar do Brics, a Venezuela ficou de fora da lista para se tornar parceiro do bloco econômico que tem Brasil, Rússia, Índia e China e África do Sul como países principais.
A decisão coincidiu com o desejo do Brasil — a relação entre Maduro e Lula está estremecida desde a eleição presidencial venezuelana, em que o presidente foi declarado reeleito em um pleito com falta de transparência, amplamento rechaçado pela comunidade internacional.
"Nossas posições não correspondem com a do Brasil em relação à Venezuela. Eu falo sobre isso abertamente, nós falamos sobre isso por telefone com o presidente do Brasil, com quem eu tenho uma relação muito boa, eu considero isso uma relação amigável", disse Putin, em referência a Lula.
O presidente russo disse também ter acatado o resultado das eleições na Venezuela. "Nós acreditamos que o presidente Maduro venceu a eleição, de forma honesta. Ele formou o governo, e nós desejamos sucesso ao governo dele e ao povo brasileiro. Mas nós acreditamos que o Brasil e a Venezuela, em uma discussão bilateral, resolverão suas relações diplomáticas", completou.