O que se sabe sobre a morte de irmãs gêmeas no RS; mãe está presa

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 19/10/2024

Foto: reprodução

Manuela e Antônia Pereira, de seis anos, viviam na cidade de Igrejinha, no Rio Grande do Sul. Manuela morreu no dia 7 de outubro em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. Oito dias depois, em 15 de novembro, Antônia morreu em circunstâncias semelhantes.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Igrejinha, Graciano Ronnau, que atendeu o caso mais recente, Antônia "estava em parada cardiorrespiratória e urinada, os mesmos sintomas da irmã gêmea".

A mãe das crianças, Gisele Beatriz Dias, de 42 anos, está presa temporariamente, suspeita de duplo homicídio.

Gisele foi encaminhada para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba. Nesta última sexta-feira (18), a Justiça decidiu transferi-la para internação psiquiátrica.

Em depoimento à polícia, Gisele negou que "tenha feito algo contra as filhas" e afirmou que "sempre fez de tudo para cuidar e amar as filhas".

A Polícia Civil suspeita que a causa das mortes das gêmeas foi envenenamento. Os elementos que sustentam essa hipótese são a mistura de remédios na comida do marido da investigada e a morte misteriosa de três gatos das crianças.

O delegado Ivanir Caliari apura "se tal fato ocorreu como forma de um teste para uma posterior possível intoxicação das crianças".

A Polícia Civil indica que os envenenamentos teriam ocorrido em ocasiões em que o pai não estava em casa – no trabalho ou fazendo coisas a pedido da esposa.

O delegado ainda acredita que uma das motivações para o crime seria o ciúmes da mãe em razão da boa relação do pai com as filhas.

A situação das gêmeas era monitorada pela rede de proteção a crianças e adolescentes. Antônia e Manuela chegaram a morar com o avô materno durante oito meses, depois que a mãe perdeu a guarda das crianças. Nessa época, os pais das garotas estavam separados.

O aposentado Manoel da Cunha Dias afirmou que precisou entregar as crianças aos pais por ordem da Justiça.

"Se elas estivessem comigo, elas estariam vivas hoje. Com certeza. Eu teria cuidado, porque eu sempre cuidei delas bem", disse o avô.

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