
Foto: Olival Santos / Ascom Sesau
Nos últimos 10 anos foram registrados em Alagoas 3.429 casos de hanseníase, sendo 305 identificados com incapacidades do tipo II.
Nesta última sexta-feira (4), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou avaliação em pacientes que têm hanseníase. Durante a ação, que ocorreu no II Centro de Saúde, situado na Praça da Maravilha, em Maceió, foram analisadas as incapacidades físicas e neurológicas provocadas pela doença.
A hanseníase é uma doença infecciosa que acomete nervos e pele e cuja transmissão ocorre pelas vias aéreas superiores, no caso das pessoas que convivem com pacientes na forma avançada da doença e que não estão em tratamento. Entretanto, a transmissão é interrompida em até 72h após a primeira dose da medicação prescrita para o tratamento, que dura de seis a doze meses.
A enfermeira técnica do Programa Estadual de Combate a Hanseníase, Ana Patrícia Barros, explicou que as incapacidades físicas que podem ocorrer em razão da hanseníase são classificadas em dois tipos, sendo os de tipo II os mais graves.
“Esse tipo de incapacidade acontece em casos onde existe a demora no diagnóstico, sendo os mais comuns a mão em garra, o pé caído e a reabsorção óssea, que tende a ser confundida com amputação”, explica.
Entre as principais características da hanseníase estão o aparecimento de manchas brancas e avermelhadas na pele e o comprometimento dos nervos periféricos. A pessoa acometida pela doença também pode sentir sensação de formigamento nas mãos e pés, diminuição ou perda da sensibilidade e nódulos no corpo, alguns deles, dolorosos.
*Com Ascom Sesau
