
Eurípedes Martins, Euripão, Maniaco de Araguari — Foto: TV Integração/Reprodução
Dezoito anos após estampar as páginas policiais do Triângulo Mineiro, Eurípedes Martins, O Oripão, de 58 anos, afirma que foi coagido através de violência física e psicológica para confessar os estupros e as mortes de cinco mulheres.
Por conta das acusações, o carroceiro foi o único suspeitos dos crimes ocorridos entre 2004 e 2006 e apontado como "Maníaco de Araguari".
"Os detetives fizeram pressão psicológica em mim, me bateram para eu falar uma coisa que não fiz", disse Eurípedes em entrevista para a TV Integração.
Também à TV Integração, Paulo Braganti, o advogado de Oripão, explicou que não haviam ligações entre as vítimas e o cliente, que alegou nunca tê-las conhecido.
"Nós não sabemos porque ligaram o Eurípedes a esses casos, mas a gente sabe muito bem que a sociedade precisava de uma resposta. Acho que acabaram chegando nele, uma pessoa simples e humilde, porque alguém disse na cidade que a pessoa teria algumas características que poderiam parecer com as dele", afirmou.
"Não existem provas nos autos que levassem realmente à condenação do Eurípedes, porque na verdade não foi ele que cometeu nenhum desses delitos".
Eurípedes sente que um peso foi tirado das costas após tantos anos sendo apontado como o criminoso. Ele afirmou que, de agora em diante, espera esquecer os anos como suspeito.
"Esperança, fé e alegria. Vida nova, nova história e novo caminho", afirmou.
Após a última sessão realizada no fim de julho e que o absolveu dos 3 últimos casos, Eurípedes demonstrou gratidão pelo resultado.
"Agradeço muito a Deus por trazer a verdade e a minha inocência, e aos advogados por nunca terem me abandonado durante esse longo sofrimento", disse.
