


Após dias seguidos de pesados ataques mútuos entre Israel e o Hezbollah, o premier Benjamin Netanyahu e o vice-líder do movimento xiita, Naim Kassem, trocaram ameaças e prometeram - no domingo (22) - continuar a escalada de confrontos, em meio a pedidos da comunidade internacional para a diminuição das tensões a fim de evitar uma guerra total na região.
A ONU alertou que o Oriente Médio está “à beira de uma catástrofe iminente”, enquanto EUA, União Europeia (UE) e Reino Unido, entre outros países, uniram-se às exortações para que os dois lados cheguem a um entendimento.
Em entrevista à CNN, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse no domingo que “há potencial para uma escalada bem mais forte” e que o Líbano arrisca transformar-se em “uma outra Gaza, o que poderia ser uma tragédia devastadora para o mundo”. Ele também criticou a falta de um entendimento entre Israel e o Hamas para pôr fim à guerra em Gaza, que vai completar um ano em outubro.
— “Para mim, está claro que ambas as partes não estão interessadas em um cessar-fogo. E isso é uma tragédia, porque essa é uma guerra que deve terminar” — disse ele.
Já o presidente americano, Joe Biden, afirmou no domingo que os EUA “farão todo o possível para evitar que estoure uma guerra mais ampla”.
O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, pediu em nota um “cessar-fogo urgente” no Líbano e em Gaza, alegando que “os civis de ambos os lados estão pagando um preço alto”. Os governos de Reino Unido, Alemanha, Egito e Brasil também se juntaram ao coro no fim de semana e exortaram Israel e o Hezbollah a pararem a escalada do conflito.