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Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), atualmente, no Brasil, mais de 60 mil pessoas estão à espera de um transplante e outras 3 mil, em média, morrem enquanto aguardam a cirurgia para receber o novo órgão.
Todas as pessoas que precisam de uma doação vão para a mesma fila, que respeita ordem cronológica, mas também leva em conta o estado de saúde do paciente.
A associação aponta ainda que, nos primeiros seis meses deste ano, foram feitos 4.579 transplantes de órgãos, 8.260 de córnea e 1.613 de medula óssea. Até junho, 64.265 adultos e 1.284 crianças estavam na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes, sob responsabilidade do Ministério da Saúde.
O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo financiamento de cerca de 88% dos transplantes no país.
Porém, apesar de ser uma referência e um dos líderes mundiais em número de transplantes, o Brasil enfrenta altas taxas de recusa na doação e outros entraves. Conforme a ABTO, só no primeiro semestre de 2024 foram 1.793 mortes, sendo 46 crianças.
Entre os adultos, a maior fila de espera é por rim (35.695), por ser o órgão mais atingido pelas doenças mais comuns no Brasil, como a diabetes e a pressão alta. Em seguida estão córnea (26.409) e fígado (1.412). Entre as crianças, lideram córnea (749), rim (396) e fígado (75).
Estamos no Setembro Verde, em razão do Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado anualmente em 27 de setembro. A data foi estabelecida pela Lei nº 11.584/2007 com o intuito de conscientizar a sociedade sobre a importância da doação, já que no Brasil é crime vender ou comprar órgãos humanos.
