


A tatuadora Ana Clara Monteiro, de 21 anos, registrou um boletim de ocorrência contra o jogador Caio Paulista. Ela alega ter vivido uma relação abusiva com o lateral do Palmeiras por cerca de dois anos, com ocorrências de violência física, psicológica e traições. O jogador nega as acusações.
Ana Clara relatou às autoridades que os primeiros sinais de violência começaram em 2022, pouco tempo depois do início do namoro. Caio jogava no Fluminense e frequentava a boate onde ela trabalhava como caixa, local em que se conheceram. Em abril daquele ano, os dois passaram a viver juntos no apartamento dele.
No depoimento, que durou mais de uma hora, a tatuadora disse que Caio começou a se mostrar um homem ciumento e a proibia de publicar fotos na internet e até de trabalhar.
No dia 30 de setembro, ocorreram as primeiras agressões, depois que ela afirmou que iria sair de casa, após descobrir uma suposta traição por parte dele.
Segundo o boletim, a jovem contou que acordou por volta das 4h da madrugada, e percebeu que o namorado ainda não tinha voltado para casa. Ela acessou as redes sociais e se deparou com o post de uma mulher com Caio. Acreditando que se tratava de uma traição, ela arrumou seus pertences para sair do apartamento dele. Às 5h, ele voltou bêbado para casa e começou uma discussão.
Ela dizia que queria terminar o relacionamento e que não estava mais feliz. Nesse momento, Caio teria a agredido. Ainda segundo Ana Clara, depois da violência, o jogador sentou na cama e chorou pedindo perdão.
Por medo, ela se trancou no banheiro e, ao sair, ele pediu que ela o esperasse retornar do treino para que eles conversassem. Ele a deixou trancada dentro de casa por várias horas. Ao voltar, conseguiu convencê-la a ficar. Ana Clara afirma ter sido manipulada emocionalmente, já que Caio disse que nunca mais voltaria a agredi-la, e culpou o efeito do álcool.
