Venezuela prende americanos e espanhóis acusados de 'desestabilizar' o país

Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

Três americanos, dois espanhóis e um cidadão tcheco foram detidos na Venezuela, acusados de estarem vinculados a um suposto plano para "desestabilizar" e gerar "ações violentas" no país.

O anúncio foi feito neste sábado (14) pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, que relatou a apreensão de 400 fuzis dos Estados Unidos.

Cabello citou também um suposto plano de atentado contra o presidente Nicolás Maduro e autoridades do Executivo, após as eleições de 28 de julho. Na data, foi proclamada a reeleição de Maduro, em meio a denúncias de fraude pela oposição.

As prisões ocorrem em meio a fortes tensões diplomáticas entre Caracas e os governos da Espanha e dos Estados Unidos. 

Cabello vinculou os supostos planos para "atacar" a Venezuela a centros de inteligência da Espanha, dos Estados Unidos e à líder opositora María Corina Machado, além de outros dirigentes. "Contataram mercenários franceses, mercenários do leste europeu e estão em uma operação para tentar atacar nosso país", acrescentou. Segundo ele, todos os detidos estão confessando.

Foram apreendidos "mais de 400 fuzis", que seriam usados "para atos terroristas aqui na Venezuela, terrorismo promovido por setores políticos", apontou o ministro. "Nós, inclusive, sabemos que o governo dos Estados Unidos está vinculado a essa operação", concluiu.

Espanha nega

"A Espanha nega e rejeita absolutamente qualquer insinuação de estar implicada em uma operação de desestabilização política na Venezuela", disse à Reuters uma fonte do Ministério das Relações Exteriores espanhol.

"O governo confirmou que os (dois cidadãos espanhóis) detidos não fazem parte do Centro de Inteligência Nacional ou de qualquer organização estatal. A Espanha defende uma solução democrática e pacífica para a situação na Venezuela ".

EUA também nega

No sábado à noite, um porta-voz do Departamento de Estado americano classificou como "categoricamente falsas" as acusações de que os EUA estariam envolvidos em um complô para desestabilizar o governo Maduro.

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