Homem acusado de atear fogo em atleta olímpica de Uganda morre devido a queimaduras

Dickson Ndiema Marangach (à direita) é suspeito de assassinar a ex, a atleta olímpica ugandesa Rebecca Cheptegei (à esquerda) | Reprodução

O homem acusado de incendiar a atleta olímpica de Uganda, Rebecca Cheptegei, de 33 anos, morreu em decorrência das queimaduras sofridas no ataque. Dickson Ndiema, ex-marido de Rebecca, havia sido internado com 30% do corpo queimado após o incidente.

Ndiema é acusado de ter ateado fogo em Cheptegei, que não resistiu aos ferimentos e faleceu na última quinta-feira (5), com 80% do corpo queimado. Segundo o porta-voz do hospital, Owen Menach, o local ainda emitirá uma declaração oficial, mas confirmou que o acusado morreu nesta terça-feira (10).

De acordo com relatos das autoridades locais, o casal teria brigado por uma disputa de terra que Rebecca comprou no Quênia. A atleta havia competido na maratona feminina nas Olimpíadas de Paris, cerca de um mês antes do ataque, onde terminou em 44º lugar.

Entenda o caso

A maratonista ugandesa Rebecca Cheptegei, de 33 anos, morreu no dia 5 de setembro, no Quênia. Ela foi internada no Hospital de Ensino e Referência Moi, na cidade de Eldoret, após ter sido queimada pelo ex-companheiro.

Rebecca havia sido atacada pelo ex-companheiro no último domingo (1º), depois que voltou para casa- vindo da igreja. Na ocasião, a atleta teria se desentendido com o ex-companheiro por conta de um terreno. No meio da briga, ele derramou uma lata de gasolina sobre ela e ateou fogo. A atleta foi internada com 80% do corpo queimado.

Pelas redes sociais, a Federação de Atletismo de Uganda lamentou a morte de Rebecca e condenou a violência sofrida pela atleta.

A morte de Rebecca, mãe de dois filhos, aconteceu semanas após a atleta participar das Olimpíadas de Paris - onde terminou em 44º na maratona feminina.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *