Após prisão do CEO, Telegram vai intensificar moderação de chats privados

Por: TecMundo
 / Publicado em 07/09/2024

Foto: divulgação

O mensageiro Telegram vai moderar de forma mais incisiva conversas privadas no aplicativo. A novidade foi confirmada pelo próprio CEO da empresa, Pavel Durov, que foi preso na França há alguns dias.

Em uma mensagem enviada em seu canal público, o executivo afirma que vai tornar um "objetivo pessoal" melhorar a estrutura de fiscalização no aplicativo e impedir que "criminosos abusem da plataforma". Ainda segundo ele, o problema teria sido o crescimento na contagem de usuários do serviço, que chegou a 950 milhões de pessoas.

Além disso, o Telegram fez uma alteração na seção de perguntas frequentes (FAQ) do aplicativo. Como notou o site The Verge, o app removeu uma frase indicando que ele "não processava qualquer pedido relacionado" aos chats privados — ou seja, indicando que agora a empresa vai levar esse tipo de denúncia em consideração.

Segundo um comunicado oficial do mensageiro enviado ao site The Verge, a mudança "só deixou mais evidente como reportar conteúdos no Telegram" e "a linguagem removida nunca esteve relacionada com denúncias de conteúdo".

"No Telegram, você pode sempre reportar mensagens de qualquer grupo para moderadores, algo feito por encaminhamento. Conversas privadas ainda são privadas também — mas você pode sempre reportar novos chats criados aos moderadores usando Bloquear > Reportar. Qualquer pessoa pode conferir o código aberto do Telegram para ver se há mudanças", diz a nota.

CEO ainda está sob investigação

Apesar da mensagem publicada e das mudanças, Durov seguirá sob investigação na França. Ele está livre após o pagamento de fiança, mas já foi indiciado formalmente por uma série de acusações no país.

Durov foi acusado de ser cúmplice no gerenciamento de uma plataforma que permitia a prática de atividades ilícitas e "permitir transações ilegais em grupos organizados"— incluindo tráfico de drogas, fraude e compartilhamento de materiais de abuso infantil.

Além disso, a "ausência quase total" do Telegram na cooperação com as autoridades quando requisitado também pesa no caso. Caso condenado, o executivo de origem russa pode pegar uma pena de até dez anos de prisão.

Segundo Durov, "as acusações na mídia de que o Telegram é um tipo de paraíso anárquico são absolutamente falsas" e o app "tira do ar milhões de canais e posts danosos todos os dias".

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