
Foto: reprodução
Nesta última quinta-feira (5), o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MPSP) contra Natalia Becker, proprietária de uma clínica de estética em São Paulo. A mulher virou ré por homicídio com dolo eventual.
Natalia é acusada de realizar um procedimento conhecido como peeling de fenol, que acabou resultando na morte do empresário Henrique Chagas, de 27 anos, no início de junho.
A esteticista havia sido indiciada pela Polícia Civil (PC) pelo mesmo crime. O homicídio com dolo eventual é aquele em que se assume o risco de matar, mesmo que não haja essa intenção.
De acordo com o MPSP, Becker assumiu o risco de causar a morte de Henrique ao realizar o procedimento, agindo, segundo a denúncia, “por motivo torpe”.
O empresário faleceu no dia 3 de junho deste ano após fazer o procedimento conhecido como "peeling de fenol" no Studio Natalia Becker, Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. O fenol é um produto químico usado para escamar a pele, fazendo com que ela rejuvenesça depois.
De acordo com o laudo do IML, ao inalar o fenol, o empresário teve lesões internas na sua boca, "epiglote, laringe, traqueia e pulmões, culminando num edema pulmonar agudo responsável pelo êxito letal". Essas alterações, segundo o documento, causaram “danos na função respiratória." O relatório também aponta que a "escarificação" (cortes e feridas causados pelo procedimento) no rosto de Henrique podem ter facilitado a absorção do produto.
