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Natália Fabiana de Freitas, dona da clínica onde um jovem morreu após fazer o peeling de fenol, foi indiciada por homicídio por dolo eventual, quando se assume o risco de matar.
O inquérito policial foi enviado à Justiça de São Paulo na segunda-feira (19). Após perícia, as autoridades concluíram que a morte de Henrique da Silva Chagas, de 27 anos, ocorreu devido a um edema pulmonar agudo causado pela inalação de fenol.
Autos estão com o Ministério Público (MP) para análise. O MP pode apresentar denúncia ou arquivar o caso. Se houver denúncia, a Justiça pode aceitá-la ou não.
Natália não foi presa pela polícia porque tem endereço fixo, se apresentou para depor e não tem antecedentes criminais.
Atualmente a clínica está fechada e foi autuada pela Vigilância Sanitária após o caso. A Secretaria Municipal de Saúde diz que o local "exercia procedimentos em desacordo com a legislação vigente". A clínica tinha licença apenas para funcionar e realizar "atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza".
A defesa diz que o inquérito não tem elementos que sustentem a responsabilidade jurídica de Natália. "Vamos apresentar, na devida oportunidade, sua Defesa Criminal, apresentando as razões e as provas de sua inocência", afirmou a advogada Tatiane Forte.
