


Na última quinta-feira (1), o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que 1.200 pessoas já foram presas nos protestos que eclodiram no país após sua contestada reeleição e que o regime está preparando prisões de segurança máxima para receber os manifestantes.
“São 1.200 capturados, e vamos prender mais mil” disse o líder em um vídeo publicado em suas redes sociais. “Vou colocar todos em Tocorón”, continuou, em referência a uma penitenciária de segurança máxima, diante dos aplausos de apoiadores.
Em outro evento, transmitido também nesta quinta pelo canal estatal VTV, Maduro afirmou que está preparando duas prisões de segurança máxima para os capturados.
Maduro disse ainda que os manifestantes “foram treinados nos Estados Unidos, no Texas, na Colômbia, no Peru e no Chile”. O ditador, que está sob forte pressão internacional, costuma afirmar que seus críticos representam interesses estrangeiros.
“Eles se filmavam [durante os protestos], porque é um golpe cibernético. É o primeiro golpe cibernético da história da humanidade”, continuou.
Seguindo o padrão que adotou nos últimos anos, o presidente venezuelano se referiu aos manifestantes como terroristas e delinquentes, afirmando ainda que os que saíram às ruas são membros de “quadrilhas de nova geração”.