Aviões israelenses atacam Hezbollah, dizem militares após atentado que matou 12 pessoas em área ocupada por Israel

Foto: Jalaa MAREY / AFP

Aviões de Israel realizaram ataques contra o Hezbollah, no Líbano, na noite do sábado (27). É o que disseram militares israelenses no madrugada do domingo (29), um dia após acusarem o grupo pelo atentado que matou e feriu pessoas num campo de futebol nas Colinas de Golã — o Hezbollah nega ter culpa.

"Durante a noite, a IAF [Força Aérea Israelense] atingiu uma série de alvos terroristas do Hezbollah tanto no interior do território libanês quanto no sul do Líbano, incluindo esconderijos de armas e infraestrutura terrorista" , disseram os militares.

O ataque no sábado

No sábado, 12 pessoas morreram e 13 ficaram feridas em um ataque com foguete contra um campo de futebol nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel, em meio de uma escalada de tensão entre Israel e grupos armados no Líbano.

Os mortos tinham entre 10 e 20 anos, disse o serviço de ambulância de Israel. Um médico descreveu grande destruição e incêndio no local, um campo de futebol na vila de Majdal Shams. O território sírio é ocupado por Israel e formado por maioria drusa.

Em um comunicado, o Hezbollah "negou categoricamente as acusações". O alto representante do grupo na comunicação social, Mohammad Afif, confirmou a informação à Reuters. O governo do Líbano também condenou os ataques contra civis e pediu o "fim das hostilidades em todas as frentes".

No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu dura retaliação ao grupo.

"O Hezbollah pagará um preço alto, um preço que ainda não pagou", afirmou o primeiro-ministro.

Um porta-voz militar israelense disse ainda que o grupo armado libanês mente sobre o caso. "Nossa inteligência é clara. O Hezbollah é responsável pela morte de crianças e adolescentes inocentes", disse o contra-almirante Daniel Hagari.

A nova ofensiva também foi ressaltada pelo ministro das Relações Exteriores, Israel Katz. "O ataque do Hezbollah hoje cruzou todas as linhas vermelhas, e a resposta será de acordo. Estamos nos aproximando do momento de uma guerra total contra o Hezbollah e o Líbano", disse Katz à agência de notícias Axios.

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