
Foto: Divulgação/Record TV
A Rede Record e a Igreja Universal do Reino de Deus foram condenadas a pagar indenização no valor de R$ 12,7 mil para a ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) por divulgarem uma notícia falsa contra a ex-parlamentar.
A informação, considerada falsa pela Justiça, foi veiculada no programa Entrelinhas, produzido pela igreja de Edir Macedo, dono da emissora.
A juíza Tamara Benetti, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), determinou ainda que as empresas terão que exibir na televisão uma retratação pública à Manuela D'Ávila.
A atração que resultou no processo movido pela ex-deputada foi ao ar em maio de 2022 e era apresentada pelo bispo Renato Cardoso. No programa, ao lado de outros pastores, Cardoso afirmou que a esquerda defendia um projeto de lei que regularizaria o incesto no Brasil. Além de vincular a suposta proposta à campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a fake news exibia uma foto de Manuela, que também foi mencionada como uma das apoiadoras do texto.
De acordo com a juíza Tamara Benetti, a ex-parlamentar sofreu danos morais ao ter sua imagem pública prejudicada pela notícia falsa.
A Record e a Igreja Universal do Reino de Deus recorreram da sentença, mas não quiseram comentar o processo.
