
Arthur Lira — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Num balanço sobre o primeiro semestre de trabalho na Câmara, o presidente Arthur Lira (PP-AL) apontou um saldo positivo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e negou que o Congresso tenha atuado de forma a impedir avanços das pautas de interesse do Executivo.
Lira falou da natural dificuldade do Palácio do Planalto em formar uma maioria da Casa e que a sua base progressista conta com apenas 130 deputados. Esse número, diz, se repetiu em outras gestões, mesmo não petistas, como em 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) se elegeu presidente.
O presidente da Câmara garantiu que não se deixou "contaminar" pelo resultado das urnas em 2022, quando apoiou a reeleição de Bolsonaro. Lembrou ter reconhecido o resultado de imediato, ainda naquele domingo do segundo turno, e que contribuiu para andamento dos interesses do governo Lula no comando da Câmara.
"O governo Lula não teve qualquer dificuldade na pauta com o Congresso. A Câmara nunca pautou projetos, como pautas-bombas, que criassem dificuldades ao Brasil. Agora, temos um plenário conservador, que limita a atuação e a maneira como a Câmara conduz suas pautas, que são distorcidas muitas vezes. Às vezes, voto matéria que concordo e outras, não. Não é minha vontade exclusiva fazer a pauta", disse Arthur Lira em entrevista à GloboNews.
Sobre a eleição para sua sucessão na presidência da Câmara, disputa que ocorre no início do ano que vem, Lira não antecipou quem será seu escolhido para concorrer, mas frisou que buscará o máximo de consenso em torno de seu preferido.
