


O Irã rejeitou na quarta-feira o que chamou de acusações "maliciosas" da mídia dos EUA que o implicavam em uma tentativa de de matar o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
O Irã "rejeita veementemente qualquer envolvimento no recente ataque armado contra Trump", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Nasser Kanani, enquanto a missão do Irã na ONU chamou as acusações de um suposto plano anterior de matar o ex-presidente de "infundadas e maliciosas".
Semanas antes de o atentado contra a vida do ex-presidente Donald Trump acontecer durante um comício na Pensilvânia, no último sábado, o esquema de segurança do republicano foi fortemente reforçado após autoridades americanas tomarem conhecimento de um suposto plano iraniano para matá-lo, disseram fontes de inteligência à CBS.
A CBS também relatou que as informações sobre uma possível operação iraniana contra Trump foram obtidas por meio de "inteligência de fonte humana". Esses dados emergiram em meio a um aumento significativo nas discussões iranianas sobre ataques ao ex-presidente.
Segundo Anthony Guglielmi, porta-voz do Serviço Secreto dos EUA, o órgão e outras agências estão "constantemente recebendo novas informações sobre ameaças potenciais e tomando medidas para ajustar recursos, conforme necessário".
Por sua vez, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Adrienne Watson, disse que os oficiais de segurança dos EUA estão "monitorando ameaças iranianas contra ex-funcionários da administração Trump há anos".
O presidente Joe Biden já ordenou uma revisão independente para investigar como o atirador conseguiu chegar tão perto de Trump, e o Serviço Secreto enfrenta investigações do Congresso sobre a tentativa de assassinato.