
Chrystian — Foto: Instagram
O cantor Chrystian, que fez dupla sertaneja com Ralf, faleceu na noite da última quarta-feira (19), aos 67 anos, após ser internado no Hospital Samaritano, em São Paulo. A informação foi confirmada pela família e equipe do artista.
Chrystian possuía um diagnóstico de rim policístico, também conhecida como síndrome renal policística, uma doença genética que gera cistos no órgão.
Em fevereiro deste ano, a equipe do artista anunciou que ele seria submetido a um transplante de rim para tratar a condição; a doadora seria a esposa do cantor, Key Vieira. Porém, alguns dias após o anúncio, a cirurgia foi adiada por conta da realização de um outro procedimento médico. O transplante estava previsto, inicialmente, para acontecer no final do ano.
De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, a síndrome renal policística é um distúrbio hereditário que causa cistos — formações anormais, em formato de bolhas, que pode conter líquido — nos rins. Quando os cistos se multiplicam e se tornam mais numerosos, o órgão pode ser danificado e ter a função comprometida. Os cistos da doença não são cancerígenos.
A condição é genética e considerada muito rara, segundo informações do grupo hospitalar Rede D’or. Assim, geralmente é passada de pais para filhos. Em situações ainda mais raras, pode surgir de maneira espontânea e aleatória.
A doença progride de forma lenta, e muitos pacientes podem nunca receber o diagnóstico ao longo da vida — ou descobrirem a condição em estágio avançado.
A doença tem várias manifestações no corpo. De acordo com o hospital norte-americano Mayo Clinic, alguns dos sintomas mais comuns são:
A presença dos sintomas e a ocorrência da doença em algum familiar são sinais de alerta para a procura de um médico especializado.
Não há como prevenir a doença, mas complicações podem ser evitadas com o controle da pressão arterial, o que pode proteger os rins.
Ainda não há cura ou tratamento específico para a doença. Hoje, os pacientes recebem medicamentos e passam por procedimentos que tratam os sintomas da doença. Remédios para controlar a pressão arterial e amenizar a dor são os mais comuns. A remoção dos cistos também pode ser indicada em alguns casos. Quando o rim fica prejudicado ao ponto de falhar, os pacientes podem passar por hemodiálise para filtragem do sangue ou até transplante do órgão.
Para pessoas que possuem a condição genética ou têm casos na família, o Mayo Clinic ainda indica alguns hábitos que podem retardar complicações e melhorar a qualidade de vida:
