


A atriz Lúcia Veríssimo se recupera do susto causado pelo incêndio ocorrido em sua fazenda, localizada no munícipio de Chiador, em Minas Gerais, no último sábado (15). O fogo começou depois que invasores jogaram uma guimba de cigarro na mata seca durante a fuga da propriedade. Em conversa com o gshow, a artista conta que, mesmo com o estrago, não vai abrir boletim de ocorrência junto à polícia.
“Isso acontece habitualmente. As pessoas não têm respeito”, diz ela, ainda com dor na laringe e nos pulmões por conta da fumaça ingerida. “Não (fiz o B.O.), não adianta. Ainda estou viva, tenho que estar feliz por estar viva. Aqui, a situação é grave”.
Só que em Chiador não há Corpo de Bombeiros. Então eles tiveram que acionar os militares do quartel mais próximo, em Juiz de Fora, localizado a 80 km de distância.
“Estávamos tentando fazer um aceiro, [uma técnica] para delimitar o espaço e o fogo não passar [e alcançar a área da vegetação]. Mas, com o vento e a seca, tudo foi desfavorável”, relata Lúcia, cuja residência fica localizada no meio da floresta.
Na entrevista, a atriz faz questão de elogiar o trabalho do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora, que trabalhou por quase dez horas no controle do incêndio. Segundo ela, o cenário era assustador por conta da área.
Com foco principal na criação de cavalos, Lúcia usa somente um tipo específico de capim, o coast-cross. Ela conta que esse pasto é muito caro e difícil de manter no Brasil. “Só pode ser semeado entre setembro e novembro, para florescer no próximo ano. Os meus já estavam sólidos, porque eram de muitos anos. E foi totalmente queimado”, explica.
“É o principal alimento do cavalo. Agora, começa a seca e não tem verde. E o único que fica verde na seca é o coast-cross. Vou ter que mantê-los na ração muito mais do que o normal, o que é um gasto muito maior, e não é ideal que o cavalo coma só ração. O verde é a base da alimentação, a ração é apenas um complemento. Então, estou desde ontem pensando como vou resolver”.
