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Segundo parentes das vítimas, a Embaixada do Brasil no Líbano negou a repatriação da família de brasileiros que ficou ferida após um bombardeio atingir sua casa na cidade de Saddike, no Sul do Líbano, no último sábado (1).
De acordo com a família, a Embaixada os informou que o regulamento só permite repatriações em casos excepcionais, como as coletivas. Fátima Boustani, de 30 anos, estava em casa com dois dos quatro filhos no momento do bombardeio. O marido vive em Itapevi (SP) e todos possuem cidadania brasileira.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que tem prestado assistência aos brasileiros feridos.
"O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Líbano, tem prestado assistência consular aos brasileiros feridos em ataques no Líbano.
O atendimento prestado aos brasileiros tem atribuído absoluta prioridade à recuperação dos envolvidos e leva em conta, principalmente, as avaliações realizadas pelas equipes médicas.
Como resultado de gestões realizadas pela Embaixada junto às autoridades locais, foi possível transferir cidadã brasileira de Tiro para receber assistência médica em hospital em Beirute. A Embaixada ofereceu, ademais, auxílio aos assistidos para fins de realocação, à luz da situação de segurança no sul do Líbano.
Eventuais pedidos de repatriação serão avaliados conforme orientações das equipes médicas sobre as condições de saúde dos envolvidos e à luz da normativa consular vigente. Dentre os requisitos da repatriação estão a expressa vontade do nacional em ser repatriado e declaração de hipossuficiência emitida pela Defensoria Pública da União.
No caso de menores, é necessário a autorização de ambos genitores. Ademais, somente em casos excepcionais é realizada a repatriação de binacionais que sejam também nacionais dos países onde se encontrem".
