
Foto: Divulgação/Sesab
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informa que quatro casos de febre oropouche foram confirmados no estado neste mês. As confirmações foram feitas pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Entre os casos identificados em Minas Gerais, dois estão localizados em Ipatinga, um em Gonzaga e outro no município de Congonhas. Os pacientes que foram detectados pelos exames laboratoriais estão sendo acompanhados e apresentam sintomas controlados.
A pasta afirmou ainda que o estado não registrou casos ou mortes por febre oropouche até o ano de 2023 e que por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais está acompanhando a evolução dos casos e conduzindo a investigação epidemiológica no estado.
Conforme a última atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), publicada em 9 de maio de 2024, foram registrados casos confirmados da doença em quatro países da América do Sul: Bolívia, Brasil, Colômbia e Peru.
O informe do Centro de Operação de Emergências (COE) Dengue e outras Arboviroses, atualizado em 21 de maio deste ano, mostrou que foram identificadas 5.530 amostras com resultados detectáveis para o vírus no Brasil neste ano, sendo 91,4% concentrados na região amazônica. A maior parte dos casos teve como local provável de infecção os estados do Norte do país.
Segundo Ministério da Saúde (MS), a febre oropouche é causada por um arbovírus Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae.
De acordo com o MS, ele foi descoberto no Brasil em 1960 , após análise do sangue de uma preguiça capturada na construção da rodovia Belém-Brasília.
A transmissão da doença acontece por meio da picada de mosquitos do gênero Culicoides paraenses, conhecidos como maruim, ou mosquito pólvora.
Outro mosquito, o Culex quinquefasciatus, popularmente conhecido como pernilongo ou muriçoca, e facilmente encontrado nas cidades, também pode transmitir a doença.
Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Por isso, o diagnóstico da doença só acontece por meio de exames laboratoriais.
A Febre Oropouche está na lista de doenças de notificação compulsória devido ao potencial epidêmico e da alta capacidade de mutação, podendo se tornar uma ameaça à saúde pública.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, não há tratamento específico da doença. Os pacientes devem ficar em repouso em tratamento sintomático e acompanhamento médico.
A prevenção é a mesma para lidar com o mosquito da dengue: evitar deixar água parada, usar repelente em locais do corpo que ficam expostos e evitar áreas com muitos mosquitos.
